Não é fantasminha: o que significa La’eeb, a mascote da Copa do Qatar

Não é fantasminha: o que significa La’eeb, a mascote da Copa do Qatar

Updated: 16 days, 3 hours, 22 minutes, 8 seconds ago

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Copa do Mundo do Qatar já começou e um dos destaques da cerimônia de abertura foi a imagem de 20 m de altura e 16 m de comprimento da mascote La’eeb, erguida por hastes dentro do estádio Al Bayt, em Al Khor, cerca de 40 km de Doha, capital do Catar.

Logo vieram os memes envolvendo o “fantasminhas” e alguns torcedores brasileiros compararam ao Gasparzinho, o fantasminha camarada.

Só que atenção: ela não é um fantasminha!

Como de costume, as mascotes das Copas do Mundo, existentes desde 1966, representam alguma característica tradicional do país-sede. La’eeb, que significa “Jogador super habilidoso”, é um personagem inspirado no lenço usado na cabeça das pessoas do mundo árabe.

Trata-se de uma vestimenta tradicional popularmente conhecida por três nomes: Keffyeh, Shemagh e Ghutra.La’eeb será o 15° mascote da história das Copas do Mundo. Ele, sem dúvida, já é um dos grandes personagens da Copa do Mundo do Catar 2022. A mensagem que ela tenta passar é para que todos acreditem em si mesmos e que ‘Agora é tudo’.

RELEMBRE OUTROS MASCOTES

Mascotes de todas as Copas do Mundo também estiveram presentes na Cerimônia de Abertura, como Zabivaka, do Mundial da Rússia em 2018, Fuleco, do Mundial do Brasil, em 2014 e Zakumi, da Copa da África do Sul, em 2010.Willie (1966): iniciando a tradição de mascotes da Copa do Mundo, Willie trouxe o leão, um símbolo bem característico do Reino Unido. A mascote inglesa carregava uma expressão simpática e vestia um uniforme de futebol com a bandeira da Inglaterra, acompanhada dos dizeres “World Cup 66”, ou “Copa do Mundo 66”, na tradução para o português.

Juanito Maravilla (1970): foi a mascote da Copa do Mundo de 1970, sediada no México, aquela que ficou marcada por ser a primeira edição televisionada do evento. Isso garantiu a Juanito lugar cativo entre o público. Era um menininho trajado com as cores do uniforme da seleção mexicana e também usava um acessório típico da cultura mexicana: um sombrero, chapéu tradicional do país. Nele, podia-se ler “Mexico 70”.

Tip e Tap (1974): na edição de 1974, sediada na Alemanha, o público foi apresentado a dois mascotes: Tip e Tap, que representavam a história do país –na época ainda dividido em Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental. Mesmo com a divisão, os países participaram juntos do campeonato e, para demonstrar essa união, criaram Tip e Tap, dois garotinhos sorridentes vestindo os uniformes da seleção alemã.

Gauchito (1978): Gauchito pode até parecer nome de mascote brasileiro, mas foi, na verdade, o símbolo da Copa de 1978, sediada na Argentina. O nome realmente faz referência ao termo “gaúcho” e tem a ver também com os gaúchos brasileiros, já que representa os homens que trabalhavam no campo na América Latina. Gauchito, a mascote da Argentina, vestia roupas típicas, incluindo lenço amarrado no pescoço, chapéu e até mesmo um facão, além de uma bola e uniforme com as cores da seleção argentina.

Naranjito (1982): diminutivo da palavra “naranja”, que significa laranja em espanhol, a mascote de 1982 era uma laranja bem simpática, que vestia o uniforme com as cores da seleção espanhola. Além do uniforme, Naranjito também era acompanhada por sua bola de futebol.

Pique (1986): em 1986, tivemos mais uma edição da Copa do Mundo no México e o país repetiu a representação da cultura através do sombrero na mascote Pique. Dessa vez, quem vestia o sombrero era um jalapeno, um tipo de pimenta muito utilizada na culinária mexicana. O nome Pique é um diminutivo da palavra picante. Todo o visual da mascote foi pensado com as cores da bandeira do país: Pique era verde, com um uniforme vermelho e branco.

Ciao (1990): rompendo padrões, Ciao foi a mascote da Copa de 1990, sediada na Itália, e não tinha nada de fofinha, como as outras. O nome é uma referência ao termo italiano que significa “oi” e “tchau”. Na época, a Itália trouxe um design moderno, apresentando um mascote com cabeça de bola de futebol e corpo de peças que pareciam legos nas cores verde, vermelho e branco, para representar a bandeira do país.

Striker (1994): A edição de 1994, nos Estados Unidos, teve Striker como mascote -nome que significa “artilheiro” em português. Era um cãozinho vestido com um uniforme nas cores da bandeira e com “USA 94” escrito no peito.

Footix (1998): uma das mascotes mais conhecidas da Copa, Footix representou a França e é uma mistura de Football e Asterix, personagem famoso no universo dos quadrinhos. Era um galo de corpo azul, cabeça e rabo vermelhos, acompanhado por uma bola de futebol com as cores da bandeira francesa. Fez um sucesso tão grande que a França criou, em 2019, a Ettie, filha de Footix e mascote da Copa do Mundo Feminina.

Kaz, Ato e Nik (2002): Kaz, Ato e Nik eram alienígenas, desenvolvidos pela Coreia do Sul e Japão, países responsáveis por sediar a competição 20 anos atrás. As mascotes tinham como objetivo representar a tecnologia dos países e traziam as cores amarelo, roxo e azul.

Goleo VI (2006): diferente das mascotes anteriores, a Alemanha trouxe um personagem de pelúcia para representar a edição da Copa do Mundo sediada no país em 2006. Goleo era um leão, que sempre estava acompanhado por Pille, uma bola falante. O nome da mascote é uma junção das palavras gol e “leo”, que significa leão em latim. Pille é um termo alemão usado para se referir a bola de futebol de maneira informal.

Zakumi (2010): foi a mascote da Copa de 2010 sediada na África do Sul, em 2010. É um leopardo de cabelos verdes e corpo amarelo, cores que representam o uniforme da seleção africana. O nome é uma junção de dois termos de um dos idiomas locais: “za”, que significa África do Sul, e “kumi”, que significa 10, representando o ano da edição do evento esportivo.

Fuleco (2014): o tatu-bola representou o Brasil na Copa do Mundo de 2014. O personagem foi eleito por voto popular e faz menção a um animal típico da nossa fauna, que infelizmente está ameaçado de extinção. O nome da mascote brasileira, que é azul, verde e amarelo como a bandeira, tem origem na junção das palavras futebol e ecologia.

Zabivaka (2018): representou a edição do evento realizada na Rússia, em 2018. O nome tem origem em um termo russo que significa “aquele que marca gol” e a mascote era um lobo-cinzento, espécie importante de predador ameaçada de extinção no país. Com uniforme azul e branco, cores da bandeira russa, o lobinho ainda tem um óculos estiloso e uma expressão muito alegre.