Governo tem caixa para pagar servidores e fazer investimentos em AL

Governo tem caixa para pagar servidores e fazer investimentos em AL

Updated: 29 days, 17 hours, 19 minutes, 1 second ago

Durante a campanha do segundo turno das eleições para governador de Alagoas, o secretário da Fazenda do Estado, George Santoro teve que lidar com uma tarefa extra: garantir a servidores públicos que não existia – nem existe – risco de atraso de salários.

Na média, o secretário respondia a 50 perguntas por dias em suas redes sociais, de servidores preocupados com ‘fake news’ que disseminavam a falsa informação de que o Estado não tinha caixa para pagar o 13o deste ano, nem os salários do mês.

A ‘boa’ notícia é que o Estado tem como não só para pagar o pessoal este ano, mas deve entrar 2023 em boa situação financeira.

O governador Paulo Dantas assegurou que até o dia 15 de dezembro será pago o 13º salário dos servidores do estado. A informação afasta especulações espalhadas durante o processo eleitoral de que o Estado estaria em dificuldades para pagar a folha de pessoal. O governo segue com o “caixa” em ordem, garante o secretário de Fazenda, George Santoro.

“A situação de Alagoas é melhor do que a maioria dos Estados do Brasil. Estamos com as finanças organizadas, com recursos garantidos para pagar pessoal e fazer investimentos este ano e no próximo”, aponta Santoro.

Dificuldades x facilidades

A expectativa do secretário George Santoro não é das melhores para a economia brasileira no próximo ano, em função do cenário mundial.

“A gente tem ai situação complexa. Vamos ter uma economia brasileira que começará a ter dificuldade porque o mundo inteiro subiu juros, indo para uma linha recessiva e os preços dos nossos principais produtos de exportação vão cair. O cenário do próximo governo Lula é de dificuldade exteriores maiores, herança de um grande deficit fiscal e uma enorme confusão federativa, além de reforma para se fazer ”, aponta.

Entre os problemas federativos, Santoro cita como um dos maiores a questão da tributação do ICMS dos combustíveis. “Não vai ser um período trivial para se enfrentar. Temos um período desafiador pela frente para o governo, com restabelecimento das relações do Brasil com outros países”, pondera.

Com uma realidade econômica adversa e periodo muito difícil pela frente, Lula terá que fazer boas escolhas na economia, aconselha Santoro: “vai depender das escolhas da equipe do Lula. Se eu fosse ele escolheria uma equipe muito preparada”, aponta.

No cenário interno, George Santoro vê uma perspectiva boa na relação entre Alagoas e o governo federal. “Acredito que teremos um alinhamento melhor. A gente teve que trabalhar com um governo federal que cortou tudo de Alagoas. Os últimos 4 anos foi o período mais complicado do ponto de vista federativo no Brasil. Tivemos de trabalhar com tudo contra. Vimos quatro anos de um afrontamento federativo muito grande. Oo governo federal tratou muito mal o Nordeste. Foi o pior período de investimentos. Não me lembro de investimentos federais tão baixos na região como agora”, lamenta o secretário.

O ‘ambiente’ com o governo do presidente eleito Lula (PT) é classificado como “possível para ter conversa. Não será parecido com agora, em que não há diálogo A gente teve PT e PSDB no passado e não teve problema que tem agora, uma situação que acredito que a polarização causou”, afirma.

“Para Alagoas a eleição do Lula traz esperança. Devemos ter de volta um bom relacionamento com o governo federal e, quem sabe, conseguir o cofinanciamento de projetos e ações importantes. O atual governo tirou o dinheiro do Canal do Sertão, tirou dinheiro de várias obras e cortou até mesmo os recursos do programa do leite. Hoje esse programa é mantido com recursos próprios do Estado. Com o governo Lula esperamos definir parcerias que ajudem a alavancar novos projetos, especialmente na região metropolitana de Maceió”, aponta George Santoro.

Perspectiva

Alagoas, avalia George Santoro, vive cenário diferenciado da maioria dos Estados e do próprio país. “Este ano o nosso PIB vai crescer mais de 5%. O cenário é positivo para Alagoas. Devemos ter muitos investimentos do setor privado e manter investimentos públicos no próximo ano. O Nordeste vai vir na sequência. Acredito que vai ter perspectiva muito boa para todos os Estado, com o Brasil se reorganizando a partir do próximo ano”, afirma.